Da antiguidade à atualidade: cinco livros sobre mitologias

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Da antiguidade à atualidade: cinco livros sobre mitologias

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Difícil mesmo é esbarrar em alguém que não tem nada a dizer sobre Mitologia. É claro que ninguém tem a obrigação de saber qual a cor favorita de Apolo ou explicar as minúcias do sistema mitológico nórdico. O fato é que, muito mais do que “histórias sobre povos antigos”, a mitologia é constante nas narrativas contemporâneas — na literatura, no cinema e em inúmeras outras mídias. Por isso, em preparação para o curso de Introdução à Mitologia, escolhemos cinco livros que tratam, de uma maneira ou de outra, dos sistemas mitológicos ao longo da história.

Homero – Ilíada & Odisseia
São os 2 maiores poemas épicos da história, considerados o início da literatura narrativa ocidental. Tiveram enorme influência nas manifestações da arte, da literatura e da civilização do Ocidente, e seus personagens e sagas se tornaram símbolos e sínteses de toda a aventura humana.
Levados pelas diferenças de estilo de cada poema, estudiosos há séculos discutem a hipótese de cada um dos textos pertencer a um autor diferente. Ou de ambos serem a recomposição de poemas anteriores, da tradição oral, reunidos por um poeta anônimo.
(https://goo.gl/lErKVw)

Roland Barthes – Mitologias
Os ensaios de Mitologias foram escritos entre 1954 e 1956 e editados em 1957, mas permanecem atuais. O livro pertence à fase do autor em que ele objetivava analisar e criticar a cultura e a sociedade burguesas. Barthes realizou aqui uma crítica ideológica da linguagem da cultura dita de massa e provocou a primeira desmontagem semiológica dessa linguagem. “Tratando as representações relativas como sistemas de signos seria possível revelar em detalhe a mistificação que transforma a cultura pequeno-burguesa em natureza universal”, diz ele no texto de abertura do livro. O autor refletiu sobre alguns mitos da vida cotidiana francesa, tendo como ponto de partida um sentimento de impaciência frente ao natural com que a imprensa, a arte, o cinema e o senso comum mascaravam a realidade a serviço de interesses ideológicos. “Confundia-se Natureza com História. ” E a noção do mito pareceu ao pensador designar as falsas evidências. Em seus ensaios explorou fatos da atualidade. aspectos do dia-a-dia (o do mundo catch, um prato de cozinha, plásticos, mulheres, crianças, brinquedos, modelos de carro, propaganda) sem se afastar da semiologia. Desmontado o mito, o autor passa a analisá-lo como um sistema semiológico.
(https://goo.gl/n7Rbzl)

Dante Alighieri – A Divina Comédia
A Divina Comédia propõe que a Terra está no meio de uma sucessão de círculos concêntricos que formam a Esfera armilar e o meridiano onde é Jerusalém hoje, seria o lugar atingido por Lúcifer ao cair das esferas mais superiores e que fez da terra santa o Portal do Inferno. Portanto o Inferno, responderia pela depressão do Mar Morto onde todas as águas convergem, e o Paraíso e o Purgatório seriam os segmentos dos círculos concêntricos que juntos respondem pela mecânica celeste e os cenários comentados por Dante num poema que envolve todos os personagens bíblicos do antigo ao novo testamento são costumeiramente encontrados nas entranhas do inferno sendo que os personagens principais da Divina Comédia são o próprio autor, Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa empreitada é Virgílio o próprio autor da Eneida.
(https://goo.gl/9OOOnG)

Neil Gaiman – Mitologia Nórdica
Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra.
Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas.
(https://goo.gl/GDseu6)

Claude Levi-Strauss – O Cru e o Cozido
Com esta obra publicada originalmente em 1964 tem início a edição integral em português da série em quatro volumes Mitológicas de Claude Lévi-Strauss (Bruxelas, 1908), luminar da antropologia no século XX e uma das maiores influências nos estudos acadêmicos no Brasil. “Escritor” no sentido amplo do termo, o autor analisa nesses livros um conjunto de 813 mitos de diferentes povos indígenas do continente americano. A importância da empreitada não reside, porém, na monumentalidade do corpus reunido, mas na radical inovação na definição e estudo dos mitos, realizando o método estruturalista que antes Lévi-Strauss apresentara de maneira programática. A série descortina um pensamento indígena, uma lógica nada arbitrária de ver e pensar o mundo, que se expressa não por categorias abstratas – como os conceitos utilizados pela ciência -, mas por categorias empíricas como “cru”, “cozido”, “podre”, “queimado”, “silêncio”, “barulho”.
(https://goo.gl/6xMRk4)