Dia da Consciência Negra e quatro nomes

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Dia da Consciência Negra e quatro nomes

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No dia 20 de novembro, o Brasil vive o Dia da Consciência Negra. Nessa data também dedicada à reflexão, vamos falar sobre autores negros e autoras negras. Separamos quatro nomes cujas leituras valem muito a pena. Por uma questão de espaço espacial do Blog da Escrita, esta lista não está multiplicada, Esc.quers, mas fiquem à vontade para recomendar mais leituras nos comentários. Sabem como é, a grande frustração de nós leitores e leitoras é que nunca vamos poder ler tudo que essa vida, as bibliotecas e livrarias têm de bom para nos oferecer.

Lima Barreto

Lima Barreto deixou vasta obra

Lima Barreto deixou vasta obra

Com obras marcadas pelo comprometimento social, o brasileiro Lima Barreto escreveu dezenove livros, entre eles Clara dos Anjos, Os BruzundangasCemitério dos Vivos, livro póstumo e inacabado, e seu mais famoso romance, Triste fim de Policarpo Quaresma, que em 1998 ganhou adaptação para o cinema. O escritor morreu aos 41 anos, deixando uma obra de dezessete volumes, entre contos, crônicas e ensaios, além de crítica literária, memórias e uma vasta correspondência. Grande parte de seus escritos foi publicada postumamente.

Carolina de Jesus

Carolina de Jesus ainda tem produção inédita

Carolina de Jesus ainda tem produção inédita

Carolina de Jesus, que só estudou formalmente por dois anos, revelou por meio de sua escrita a importância do testemunho, como meio de denúncia da desigualdade social e do preconceito racial no Brasil. Sua obra mais conhecida, Quarto de Despejo – Diário de uma favelada, organizada pelo jornalista Audálio Dantas e lançada em 1960, teve inicialmente uma tiragem de dez mil exemplares, os quais se esgotaram na primeira semana. Passados mais de 55 anos desde então, o livro já foi traduzido em 13 idiomas e vendido em mais de 40 países. Também Casa de Alvenaria – o diário de uma ex-faveladaPedaços de Fome, Provérbios, Diário de Bitita – Póstumo, Meu estranho diário, Antologia pessoal, Onde Estaes Felicidade.

Paul Betty

Autor de O Vendido

Autor de O Vendido

Paul Beatty, 55 anos, foi o primeiro americano a vencer o prestigioso Man Booker Prize, no ano passado, com O Vendido. A gente queria falar muita coisa sobre o livro, mas já falaram tanto que só fica o pedido: leiam, por favor. A parte mais interessante é que antes do sucesso, o livro foi recusado por nada menos do que 18 editoras diferentes até fechar com a independente Oneworld. No Brasil, a editora é a Todavia e o texto tem tradução de Rogério Galindo.

Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro lançou recentemente O Lugar de Fala (Foto: agência IstoÉ/Felipe Melo)

Djamila Ribeiro lançou recentemente O Lugar de Fala (Foto: agência IstoÉ/Felipe Melo)

Djamila Ribeiro lançou recentemente O que é Lugar de Fala, pela editora Livramento. Ela é graduada em Filosofia e mestra em Filosofia Política com ênfase em teoria feminista. Suas principais atuações são nos seguintes temas: relações raciais e de gênero e feminismo. É colunista online da CartaCapital, Blogueiras Negras e Revista Azmina. Escreveu o prefácio do livro Mulheres, raça e classe, da filósofa Angela Davis, obra inédita no Brasil e que foi traduzida e lançada em setembro de 2015.