Graça [,] com amor se paga

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Graça [,] com amor se paga

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Por Um Punhado de Dólares

Por Um Punhado de Dólares

Entre tapas & beijos

Meu caro barão, você que não sabe muito bem distinguir os santos dos ladrões e está numa onda de tomar água vegana. Pode entrar na nave, suave, não tem nenhum microorganismo aqui. Os anos 1930 foram muito loucos no Brasil literário – lembro-me de gente dizendo que, quando alguém espirrava, nascia um livro regionalista.

Eu, que gosto de chafurdar e respeito quem chafurda, quero ver bem mais do que gol. Quero ver gol de placa. Nada de chute na canela e voadeira com twist carpado. Ah, ontem conferi a linha do tempo dessa poioca que vocês chamam de Facebook e descobri que eu não tenho álibi, mas juro que não fui eu, eu não matei Joana D’arc.

Mas chega de tergiversar – amo essa palavra –, de bricolagem – essa é mais legal ainda! – e procrastinação produtiva. Quero falar do Velho Graça. Nada como medalhões se digladiando e se esmerilhando no reforço positivo. É que o morador da Fazenda Pintadinho não gostava das redes de Jorge Amado. Ofensa da ofensa: chamou Jorginho de escritor de banheiro. E só porque nosso baiano-baiano publicava demais, todo ano, não tinha dessa de descansar texto. Mas gente!

Não era fácil o Velho Graça. Foi preso, jornalista, prefeito, alagoano do SÉCULO. Seu melhor livro foi um fracasso. Que dó de Vidas Secas. Vendeu nada. Ninguém se importou. Prolongou a insônia do autor. Hoje é um clássico, ufa! Voltando aos escritores que não assinam o caderninho da humildade. Mentira. O Velho Graça só era um pouco exaltado. Por que tanta rudeza, meu guri? Por que esse universo todo em desencanto?

Uma vez dei um toque no Graça. Jorge Amado não era exatamente um bonachão. Otto Maria Carpeaux que o diga! Uns anos depois, num fatídico 10 de outubro de 1959, a coisa esquentou entre esses dois nobres caval(h)eiros. Saída de redação do Correio da Manhã. Um fala daqui, outro dali, seu comunista, seu austríaco! E pow! socos. ofensas. gritos. A porradaria só não foi maior por conta da turma do deixa-disso.

Uma bela duma malquerença, não?

Até!