Russian Roulette

Lorem ipsum dolor sit amet, consetetur sadipscing elitr

Russian Roulette

Categorias:

Nakobov

Encontrar alguém… Que lhe dê amor!

E aí, meus caros? Muitas vernissages e narrativas elípticas? Hoje é dia de deixar o mundo odara e resgatar a plenitude do shimbalaiê. Luz! Mas se você não está no clima de colocar margaridas nos cabelos, nem de caprichar no coque-intimista, pois quer é resolver o negócio em punch-drunk-love ou rasgando o verbo numa luta entre comentadores de portal, vamos escolher um autor ou autora para tretar: Vladimir Nabokov.

Eis um autor que não viveu em vão.

O maganão, autor de Lolita, aliás, o pior filme de Kubrick, era chegado num pump the kick bruto. Ofendeu Sigmund Freud, Fuleco, Joseph Conrad, Dostoiévski, Péricles do Exalta. Nabokov fazia a cobra sumir. Subir. Fumar. Entortar o rabo. Fazia até a cobra esquecer que é cobra, pois definir a cobra como cobra também não é certo, pois a cobra tem o direito de escolher ser o que quiser e decidir sozinha o que é melhor pra ela.

It’s time:

  1. Sobre Freud: “Grosseiro, medieval, não vejo guarda-chuvas em meus sonhos. Ou balões.”
  2. No balanço da rede com Conrad: “Não posso com esse estilo loja de presentes e navios engarrafados e colares de concha de clichês românticos.”
  3. Para Dostoiévski, with love: “Где находится туалет?”

Mas a grande bagunça do coreto é a briga com Edmund Wilson, amigo fraterno, crítico literário onomástico. Depois de ver o camarada traduzindo Puchkin de um jeito sensual & levemente pautado pela liberdade infinita, Wilson dá uma surtada e bota os seus cabelos pra dançar. Escreve que Nabokov faz uso de linguagem pobre e deselegante e que percebia no amigo um desejo de torturar tanto o leitor quanto a si mesmo ao achatar Puchkin. Wilson ainda chama o camarada de canhestro, analfabeto, imodesto, alguém dotado de um entendimento pobre de prosódia russa e com falhas sérias de interpretação…

Gente!

António Lobo Antunes, um bom tempo depois, foi mais sucinto no que disse por aí sobre o russo zica dos pagodinhos da ofensa: “Nabokov traduziu o Evgeni Onegin, a obra-prima de Puchkin, e aquilo é uma m…”.

Gente phyna.

Sem mais por hoje.

Daenerys Targaryen é mais!

Até.