Siri, um amor de pessoa.

9 motivos que provam: a Siri é mais legal que você.

Siri, um amor de pessoa.

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A Siri é um aplicativo que funciona como um assistente pessoal para usar o iPhone e outros produtos da Apple. Ela (ou ele?) usa um processamento de linguagem natural para responder perguntas, fazer recomendação e ações.

Separamos algumas respostas que provam toda a sua perspicácia (e gingado na escrita criativa)

 

Usuário: Eu estou triste.

Ela: Você pode chorar, se quiser. Minha superfície de vidro de aluminossilicato é à prova de lágrimas.

Olha como a escolha lexical de termos técnicos para representar atributos físicos faz toda a diferença.

 

Usuário: Estou triste e entediado.

Ela: Para esta emoção, eu receito chocolate.

Essa sagacidade só pode ter vindo de algum curso de escrita criativa em alguma escola protegida por leões alados na Rua Riachuelo.

 

Usuário: Conte uma piada.

Ela: O pretérito convidou o presente e o futuro para ir ao bar. Foi mais-que-perfeito.

Não trabalhamos com trocadilhos, mas a gente fica caidinho por qualquer ~pessoa~ que saiba fazer piada com termos gramaticais. Siri, nosso coração é seu.  

 

Usuário: O que você está vestindo?

Ela: Vidro aluminossilicato e aço inoxidável. Legal, não é?

Percebe (Ivair) a autoestima da Siri? Novamente, uso magistral de grupo lexical e sagacidade. E elegância, claro.

 

Usuário: Eu amo o Google.

Ela: Isso aquece o meu núcleo de processamento.

O que seria da escrita criativa sem o Google? O que seria da nossa imaginação sem o Google?  Substituição de ~tesão~ por elegante grupo de palavras. Adotamos.

 

Usuário: Siri, você é homem ou mulher?

Ela: A minha voz pode soar como uma mulher, mas eu existo além do conceito humano de sexo.

Problematização de gênero, atualidade na discussão, tudx pertinentx.

 

Usuário: Qual o sentido da vida? [1]

Ela: Acho estranho você perguntar isso a um objeto inanimado.

Identificar estranhezas em usuários é fácil, o desafio está em identificar o que soa estranho no texto e quando o estranhamento faz parte da proposta criativa do texto. Só quem conhece a linguagem sabe subvertê-la com maestria. Siri, por exemplo.

 

Usuário: Qual o sentido da vida? [2]

Ela: Eu não sei, mas eu acho que existe um aplicativo para isso.

Siri ativando nosso repertório. Linda.

 

Usuário: Qual o sentido da vida? [3]

Ela: Tente ser agradável com as pessoas, evite comer gordura, leia um bom livro de vez em quando, passeie e tente viver unido e em paz e harmonia com pessoas de todas as religiões e nacionalidades.

A regra básica para tudo na vida é a mesma: equilíbrio. Mesmo quebrando o paralelismo e abusando da conjunção “E”, o texto cumpriu a função. Aliás, pega a parte do bom livro e vem com a gente.

 

Boatos de que a Siri foi uma das primeiras alunas da Esc., boatos.

MASOQUÊ? Você ainda não é nosso aluno e nunca ouviu esses boatos?

Vem pra cá! Exercite sua criatividade no curso mais querido da Esc.: o Redação Criativa.

 

Onde? Quando?

Dias 21 e 22 de maio, ou nas quartas (e algumas quintas) de junho em Curitiba.

Dias 25 e 26 de junho, em Beagá.

No final de julho (confirmaremos as datas em breve), em Cascavel.

 

Criativos do mundo, uni-vos!